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TEORIA DO AMOR
Muitos poetas, escritores, compositores, cançonetistas, e qualquer um dos comuns mortais, já tentou pelo menos uma vez na vida definir o que é o Amor. A definição mais conhecida é a de Camões: «Amor é fogo que arde sem se ver[...]». Pois bem a questão é que também eu fui tentado pelo mesmo desejo de dominar tal conceito e avanço agora, com aquilo a que chamo a teoria do Amor.
 
 
 

Vejamos o que o diagrama nos diz: Quando não conhecemos as pessoas estas são-nos indiferentes, como tal não gostamos, nem não gostamos delas. Do lado positovo do eixo e até ao máximo de gostar, temos os diferentes graus de que se pode gostar de alguém. Do lado negativo e até ao máximo de não gostar, temos os diferentes graus de que podemos não gostar de alguém. Ente o máximo de gostar e o amar temos o EU, ou o que gostamos de nós, pelo já é facilmente compreensível de que só podemos Amar alguém se gostarmos mais desse alguém do que de nós próprios. Ainda de acrescentar que só podemos odiar alguém se tivermos as capacidade de o amar.
Sucintamente é assim mas vou tentar explicar melhor. Apenas, nesta teoria, considero Amor o sentimento mais forte que o amor próprio, ou seja, só quem gostar mais de uma outra pessoa do que de si próprio pode dizer que ama alguém. A questão que se pode colocar de imediato é, se conseguir dar a vida por essa pessoa então eu amo-a, se não apenas gosto ela? As coisas não são assim tão taxativas, vejamos apenas pelo prisma, de em todas as situações colocar essa pessoa e os seus interesses e bem estar, antes pensarmos em nós. Será assim mais fácil perceber. Convém também não confundir paixão com Amor. São coisas distintas. Digamos de forma suave que o que os distingue tem a ver com o tempo, a paixão é passageira, tempestuosa, forte e muito fácil de ser confundir com o amor por apresentar sintomas idênticos.
Outra distinção é a de gostar muito com a de amor, o que entendemos por amor está ligado com o gostar muito e muitas vezes confundimo-los por a diferença também na ser muita nem muito distinta. Os adolescentes na sua fase do despertar para a sexualidade e para o gostar confundem muitas vezes quer paixão quer o gostar muito e julgam-se possuidores de verdadeiro amor por várias pessoas e nem sempre com diferenças temporais.
Falar ainda do ciúme. O ciúme é a relação de medo por parte de uma pessoa a que outra a ultrapasse na escala de Amor da pessoa em causa.

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Esta teoria pode na sua primeira analise suscitar muitas duvidas, desacordo e algum desconforto. Resultado dos preconceitos. Aquilo que o leitor entende por amor, por amar, etc. choca com aquilo a que aqui eu defendo e teorizo, peço no entanto, que tentem esquecer aquilo que têm como já concebido e pensem nesta teoria, que a avaliem e a concretizem.
O caracter mecanicista e taxativo que ela apresenta não é inocente, antes pelo contrário, serve na busca da compreensão e dominação do conceito abstracto de amor, e tende a ajudar todos aqueles que se perguntam, «O que é o amor?», e ajudar assim a organizar sentimentos [um defeito e uma virtude humanos].

 
 

OBRIGADO

 
Muitas vezes usamos a expressão OBRIGADO, num gesto de boa educação. Mas porque é que a usamos? Qual o seu sentido?
Imagine a seguinte situação, está frente a uma porta, consigo está mais uma pessoa que simpática lhe abre a porta e a deixa passar, agradecerá a essa pessoa usando a expressão em causa (obrigado), experimente no entanto usar uma mais completa: "Fico obrigado a ter o mesmo comportamento, em situação semelhante, para consigo." Assim contextualizado é mais fácil entender o sentido da expressão OBRIGADO.
Numa situação de abrir a porta da próxima vez, o ficarmos obrigados a faze-lo não é muito incomodo, existem situações em que ficar obrigado à reciprocidade não é de todo agradável nem desejável, mas para o caso a força da expressão banalizou-se e perdeu a sua força original.
Voltando ao exemplo para ver a resposta, que se a outra pessoa for também ela bem educada, dará quando posta na situação de alguém a obrigar-se perante ela, a ter gesto igual numa próxima situação. A resposta será "De nada", mas que quer isto dizer, mais uma vez completemos a frase, pelo que ficará: "Não está obrigada de nada.", livrando-nos assim desta forma da nossa obrigação.
Acabado o exemplo vemos que OBRIGADO não será a melhor expressão a usar, ou aquela que melhor traduz o nosso espirito. Quando usamos o OBRIGADO é porque estamos gratos e não porque nos sentimos forçados, logo a palavra mais adequada ao nosso estado de espirito será AGRADECIDO, mostra a nossa gratidão, o nosso reconhecimento pelo favor recebido.

Agradecido; por me lerem o texto e
... pensem nisto...

 

 
       
 
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